domingo, 22 de janeiro de 2023

Mais memorias

 "as  flores do campo da minha infância

não as terei eternamente..." F.Pessoa.


Sentado na areia, húmida

das miñas lágrimas

escoito

no monotono rumor das ondas

o paso sen pausa do tempo.

________________________________________________________________


 Manuel  María non sae concelleiro en Monforte.

Ao mencer as anduriñas

arrolando-se

 no berce  do vento

 anúncian un novo día


8 de maio


A noitiña

cando os grilos 

chaman a xente á cama

a voz do povo

fica calada.


8 de maio


________________________________________________________________-


España, 

bandeira oca  martelo de herexes deturpando esperanzas vermellas nadas nas lenturas dos agros a cavalo de sereias libertadas. 

Para Xosé Mato.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2023

ANTOLOGIA :VELHAS MEMÓRIAS

Mulher

espesso siléncio na lonxania

sombra alongada

que nos abrange

                          cada poro

                                         cada palavra.

____________________________________________________________

ES

Nos lábios mornos do vento

palavras esvaídas.

Breves instantes

renascendo a calquer hora

en calquer sítio.

________________________________________________________________

Tremen as mans

a escrever na auséncia

lonxe o pulso

                      dos teus lábios.


Dizia o Zeca

 Terra da fraternidade.

-dizia o Zeca-

Sem terra.

Não hà fraternidade 

-Digo eu-

PUTA

 Video poema feito por Marta Villar sobre este poema de Luisa Villalta do libro póstumo Papagaio. PUTA